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Estudo de Investidores Globais

O elo de ligação entre os países com investidores descomprometidos e pensões de reforma do estado generosas

A promessa de pensões de reforma do estado generosas diminui a tendência de providenciar a sua própria reforma? Será que até diminui a apetência de aprender a investir?

19/09/2016

O debate sobre como providenciar aos cidadãos uma reforma confortável continua a ser uma prioridade da agenda política da maioria dos países.

Os resultados do Estudo de Investidores Globais da Schroders, onde foram analisadas as opiniões de 20.000 investidores em 28 países, vêm agora proporcionar uma visão mais aprofundada sobre o equilíbrio entre fornecer uma rede segura aos pensionistas e estimular a autossuficiência.

O estudo perguntou aos investidores, os que tinham pelo menos o equivalente a 10.000 euros investidos, que percentagem dos rendimentos da reforma seriam provenientes (ou são atualmente, no caso daqueles já reformados) de uma pensão de reforma do Estado. Os investidores foram questionados também sobre se estariam interessados em aprofundar os seus conhecimentos em matéria de investimento.

Expetativas baixas, empenho elevado

Apesar de um não implicar o outro, os dois conjuntos de dados apresentam padrões. Globalmente, os investidores da Ásia e América do Sul mostraram-se muito propensos a querer aprender mais sobre investimentos. Eram também estes os que tinham expetativas mais baixas quanto à possibilidade de ser o estado a assegurar a sua reforma.

Os europeus depositam maior esperança numa pensão estatal razoável, com o investidor médio na expectativa de que esta perfaça até 27% do rendimento total de reforma comparado com apenas 14% na Ásia e 12% nas Américas.

A propensão para aprender foi elevada em todo o mundo, mas na Europa registou-se o valor mais baixo, onde 85% dos investidores expressaram vontade de aprofundar os seus conhecimentos sobre investimentos, comparado com os 90% registados nas Américas e 94% na Ásia.

A Ásia quer aprofundar conhecimentos

As considerações podem ser feitas também ao nível dos países. Em Hong-Kong, a expectativa de apoio governamental ao rendimento na reforma registou o nível mais baixo (igual à África do Sul).

A noção era de que as pensões do Estado constituiriam apenas 5% do rendimento da reforma. Os entrevistados em Hong-Kong ficaram também na primeira metade da tabela dos que tinham mais vontade de aprender (94%).

Onde se registou maior apetência em aprofundar conhecimentos foi na Indonésia – a percentagem de resposta foi de 99% – e, tal como em Hong Kong, a expectativa de regalias era baixa, não esperando uma verba superior a 7% do rendimento global de reforma.

No extremo oposto, os investidores belgas esperavam que o rendimento na reforma proveniente do Estado fosse de 31% e apenas 78% queriam aprofundar os seus conhecimentos sobre investimentos.

O país onde se depositava maior confiança na previsão de rendimentos de reforma por parte do estado foi a Espanha, na esperança de que o governo proporcionasse 39% do rendimento necessário, isto apesar de, neste caso, haver um interesse relativamente elevado sobre noções de investimento (92% queriam saber mais).

Expetativas dos investidores face às pensões do estado e a vontade que estes demonstram em aprofundar os seus conhecimentos sobre investimento

Os níveis de expetativa de uma pensão do Estado têm algumas semelhanças com quão generosas são as pensões atuais em diferentes países.

Por exemplo, de acordo com a análise publicada pela OCDE, um grupo de reflexão, em dezembro de 2015, a Espanha tem um dos sistemas de pensões estatais mais generosos em termos de percentagem da remuneração média.

De acordo com o gráfico, outros países onde as expetativas eram elevadas, como Portugal, Bélgica e Países Baixos, também têm presentemente pensões relativamente generosas.

Inversamente, as pensões no Reino Unido e no Chile são presentemente menos generosas do que noutros países, sugerem os dados da OCDE, e as expetativas quanto à confiança nas futuras pensões do estado são igualmente baixas de acordo com o Estudo Global da Schroders sobre Investidores.

Valor das pensões básicas e mínimas

Percentagem das remunerações médias ao nível do conjunto da economia

Contudo, as pensões estatais enfrentam dificuldades em países com endividamento público e populações em processo acelerado de envelhecimento. O relatório da OCDE afirma que os governos iriam reduzir o aumento de custos com as pensões através de “cortes nas regalias dos futuros reformados”. Previu subidas mais lentas no pagamento de pensões estatais e aumento da idade a que os beneficiários têm direito às prestações. Constatou que a idade normal de reforma iria aumentar para os que estão atualmente na casa dos 20 anos de idade em mais de metade dos países da OCDE.

Voltando novamente as atenções para a Espanha, onde as expetativas de ajuda estatal são maiores, estão em curso mudanças profundas. Por exemplo, a OCDE aponta para que, de cinco em cinco anos a partir de 2019, a pensão inicial de reforma paga a novos reformados será ajustada com base no aumento da esperança média de vida. 

Considerando o seu rendimento ao longo da sua reforma, que percentagem desse total será (foi) proveniente das seguintes fontes de rendimento?

Para consultar o Estudo Global sobre Investidores na íntegra e fazer uma visita infográfica interativa, vá a www.schroders.com/gis ou descarregue o relatório completo em baixo.

Pode testar os seus conhecimentos de investimento com a nossa ferramenta QI de rendimento, que irá revelar o seu desvio comportamental e fornecer sugestões úteis para capacitá-lo a tomar melhores decisões de investimento.

A Schroders encarregou a Research Plus Ltd de realizar, entre 30 de março e 25 de abril de 2016, um estudo independente on-line de 20 000 investidores em 28 países no mundo inteiro, incluindo Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Países Baixos, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Esta investigação define “investidores” como aqueles que investirão pelo menos 10 000 € (ou o equivalente) nos próximos 12 meses e que fizeram alterações nos seus investimentos nos últimos cinco anos. Estas pessoas representam as opiniões de investidores em cada país incluído no estudo.

Informação Importante:
Este documento tem apenas fins informativos e não pretende servir de material promocional, qualquer que seja o sentido. O documento não pretende ser uma oferta ou solicitação para a compra ou venda de qualquer instrumento financeiro. O documento não se destina a fornecer, e não deverá ser considerado como um aconselhamento contabilístico, jurídico ou fiscal, ou como uma recomendação de investimento. A informação é fiável mas a Schroders não garante a sua plenitude e precisão. Nenhuma responsabilidade pode ser aceite em caso de erros, factos ou opiniões. Os pontos de vista e a informação constantes do documento não devem servir de base para o investimento individual e/ou decisões estratégicas. O desempenho anterior não é um indicador confiável dos resultados futuros. O valor das ações e a renda podem cair ou crescer e os investidores podem não receber a quantidade originalmente investida. Emitido por Schroder Investment Management Limited, 31, Gresham Street, London, EC2V 7QA. Autorizada e regulada pela Financial Conduct Authority. Para sua segurança, as comunicações podem ser gravadas ou monitorizadas.
As previsões indicadas no documento são o resultado de modelação estatística, baseada numa série de pressupostos. As previsões estão sujeitas a um elevado nível de incerteza relativamente a fatores de mercado e económicos futuros que podem afetar o desempenho futuro real. As previsões são fornecidas para fins informativos à data de hoje. Os nossos pressupostos podem mudar materialmente com alterações nos pressupostos subjacentes que possam ocorrer, entre outras coisas, uma vez que as condições económicas e de mercado se alteram. Não assumimos qualquer obrigação de lhe fornecer atualizações ou alterações a estes dados, visto que os pressupostos, as condições económicas e de mercado, os modelos ou outra alteração nas matérias se altera.

Note, por favor, que quando as percentagens não somam 100%, isto deve-se a um arredondamento decimal ou a uma pergunta multi-codificada

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