Pandemia aumenta foco em sustentabilidade, mas investidor sente falta de mais dados ESG

O impacto da pandemia aumentou o foco dos investidores nas questões ambientais e sociais, apesar da lacuna de dados de desempenho focados na sustentabilidade, concluiu o Estudo Global de Investidores da Schroders.

Após entrevistar mais de 23 mil pessoas, de 33 localidades em todo o mundo, que investem ao menos 10 mil euros por ano, o levantamento apontou que 57% e 55% dos investidores agora estão dando maior importância às questões sociais e ambientais, respectivamente. Curiosamente, o foco na entrega de retornos mais elevados caiu em comparação com o ano anterior.

No Brasil, 58% e 53% das pessoas, respectivamente, sentem que as questões sociais e ambientais são mais ou muito mais importantes do que antes da pandemia.

No entanto, mais da metade (53%) dos investidores ainda acreditam que seriam encorajados a aumentar suas alocações em investimentos sustentáveis se houvesse mais dados ou evidências demonstrando a sua eficácia. No Brasil, 55% dos investidores tinham essa opinião.

Outros 40% dos investidores disseram que dados frequentes destacando o impacto de seus investimentos os motivariam a aumentar seus investimentos sustentáveis, e pouco mais de um terço (36%) gostaria de ver alguma forma de certificação do gestor de investimentos assegurando que seus investimentos são sustentáveis.

A maior parte dos investidores globalmente está confortável com a perspectiva de investir em sustentabilidade, com 57% afirmando que teriam uma opinião positiva sobre mudar para uma carteira totalmente sustentável, desde que o mesmo nível de risco e diversificação fosse mantido, com as pessoas mais jovens (60%) particularmente abertas a essa mudança.

No Brasil, 69% das pessoas teriam reação positiva e 25% seriam neutras em relação a mover toda a sua carteira para apenas fundos sustentáveis. A maioria (71%) dos que reagiriam positivamente cita o impacto positivo no mundo como motivo.

De fato, 52% dos investidores em todo o mundo disseram que o impacto ambiental de investir de forma sustentável foi o fator mais atrativo, à frente de 39% citando o alinhamento com seus princípios sociais. Assim como 38% acreditam que agora têm a possibilidade de obter maiores retornos.

No Brasil, 52% das pessoas acreditam que os fundos sustentáveis são atrativos por causa do impacto ambiental positivo de maneira mais ampla, 49%, por causa de seus princípios sociais, e 41%, porque são mais propensos a oferecer retornos mais elevados.

“Isso demonstra a importância de o gestor oferecer ao investidor uma mensuração eficaz e detalhada sobre os critérios ESG, não apenas qualitativa, mas também quantitativa”, disse Daniel Celano, CFA, diretor-presidente da Schroders Brasil. “Assim, com maior clareza acerca dos benefícios em mitigação de riscos (preservação de capital) e propensão dos investimentos sustentáveis buscarem selecionar ativos que gerem retornos mais elevados no longo prazo poderia ser mais reconhecida e valorizada pelos clientes e investidores”.

“Essas descobertas revelaram as expectativas crescentes agora colocadas sobre os gestores de ativos quando se trata de abordar as mudanças climáticas. Estamos nos concentrando em garantir que os investimentos que gerenciamos para nossos clientes estejam alinhados à transição para um planeta mais sustentável e se beneficiem das oportunidades que a transição trará”, comentou Andy Howard, Diretor Global da Schroders para Investimentos Sustentáveis. “Ao mesmo tempo, ainda há claramente mais a ser feito para demonstrar aos investidores que um foco sustentável não precisa comprometer os retornos. Precisamos garantir que damos aos nossos clientes as informações de que precisam para avaliar nosso desempenho nas áreas que são importantes para eles”.

O estudo também perguntou quais controvérsias levariam as pessoas a desistir de seus investimentos. Escândalos financeiros lideram a lista, criando maiores obstáculos ao investimento do que falhas de segurança cibernética ou catástrofes de mudanças climáticas. Cerca de 65% dos investidores declararam que iriam se desfazer de um ativo se ele fosse afetado por escândalos financeiros ou contábeis.

Isso supera 61% dos investidores que citaram falhas de segurança cibernética e 60% que identificaram uma catástrofe climática como motivos para o desinvestimento. Curiosamente, em comparação com seus colegas europeus, as pessoas na Ásia e nas Américas foram as mais sensíveis a escândalos financeiros.

As pessoas nas Américas eram mais propensas a desinvestir como resultado dos desafios da mudança climática em comparação com os investidores em todo o mundo. No Brasil, 74% das pessoas provavelmente ou definitivamente se retirariam de um investimento em empresas associadas a um escândalo financeiro ou contábil; 73% o fariam se as empresas estivessem associadas a uma violação de privacidade de dados ou falha de segurança cibernética; e 68% se retirariam de empresas associadas a uma catástrofe climática.

Os investidores também estão esperando cada vez mais que medidas globais sejam tomadas para lidar com as mudanças climáticas. O estudo descobriu que a pressão estava crescendo em quase todas as principais partes interessadas globais - de governos, empresas e até gestores de ativos - para mitigar o impacto.

Quase três quartos das pessoas (74%) concordaram que essa responsabilidade deveria recair sobre os ombros dos governos e reguladores nacionais, enquanto mais de dois terços (68%) atribuíram às empresas a responsabilidade de combater as mudanças climáticas. No entanto, a maior mudança no sentimento nos últimos quatro anos foi o papel crescente esperado dos gestores de ativos.

Cerca de 53% dos investidores acreditam que os gestores de investimentos e os principais acionistas são responsáveis pela mitigação das mudanças climáticas, substancialmente acima dos 46% em 2020.

No Brasil, quando questionados sobre quem deveria ser responsável pela mitigação das mudanças climáticas, os governos ou reguladores nacionais foram considerados como "totalmente responsáveis" por 56% dos entrevistados. Em seguida, vêm as próprias empresas (47%) e as organizações intergovernamentais (45%). Os gestores de investimento ou principais acionistas foram os menos propensos a serem vistos como "totalmente responsáveis" (20%).

Uma tendência semelhante é observada quando questionados sobre a responsabilidade de mitigar a desigualdade, com 57% dos entrevistados citando governo ou reguladores nacionais, seguido por organizações intergovernamentais (42%) e as próprias empresas (37%).

Sobre a Schroders Brasil

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Seus profissionais altamente qualificados são integrados com equipes internacionais, apoiadas por processos robustos de investimento, governança corporativa e soluções sob medida para os clientes. Inovação, pesquisa em investimento sustentável (ESG) e análise de Big Data são fatores importantes do processo de investimento da Schroders, como parte de sua constante busca pelos melhores resultados para seus clientes.

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