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Termos de sustentabilidade de A a Z para investidores


Equipe de Investimento Sustentável da Schroders

A sustentabilidade, no passado considerada marginal, tornou-se central para muitos investidores.

Os impactos no planeta – como as alterações climáticas e a perda de biodiversidade – e nas pessoas – por exemplo, através do tratamento dispensado aos trabalhadores – estão todos os dias nas notícias. 

Acreditamos que as empresas e os países que se adaptam a essas questões e desafios devem prosperar. Aqueles que não o fizerem, não serão bem-sucedidos. As implicações para lucros e preços de ações e títulos são óbvias. 

Mas, embora os princípios sejam bastante simples, reconhecemos que o campo da sustentabilidade se tornou um mar de siglas e termos técnicos.

É aí que podemos ajudar. Reunimos um glossário de termos-chave para os investidores usarem como referência. Ele será constantemente atualizado ao longo do tempo.

Limite de 2°C ou "2 graus": é amplamente aceito que limitar o aumento médio das temperaturas globais a menos de 2°C até o final deste século pode ajudar a evitar o pior dos desastres naturais associados ao aquecimento global. Ver também "Acordo de Paris".

Propriedade ativa: influenciar ativamente o comportamento corporativo para garantir que as empresas nas quais investimos sejam administradas de forma sustentável. Isso ajuda a proteger e aumentar o valor dos investimentos. 

Emissões evitadas: emissões evitadas quantificam as emissões economizadas por produtos e serviços que podem substituir atividades de alto carbono por alternativas de baixo carbono como, por exemplo, a substituição da geração de energia de combustível fóssil pela energia eólica reduz as emissões em toda a economia. A análise convencional da pegada de carbono (como os Escopos 1, 2 e 3) atribui emissões relativamente altas às empresas que fabricam turbinas eólicas, sem reconhecer sua contribuição para as economias criadas quando são implementadas para deslocar a capacidade de geração baseada em combustível fóssil.

Líder: uma empresa ou país que lidera entre seus pares em termos de práticas e desempenho de sustentabilidade.

Captura e armazenagem de carbono: a Captura e Armazenagem de Carbono (CCS) é o processo de captura de CO2, transporte e deposição permanente em uma formação geológica subterrânea. Isso é feito para reduzir as emissões de CO2 pela indústria pesada (serviços públicos, petróleo e gás, cimento, aço, produtos químicos, outros fabricantes, aquecimento).

Pegada de carbono:  medida das emissões de gases de efeito estufa de um grupo, indivíduo, empresa ou país. As métricas comuns incluem emissões totais de carbono ou intensidade de carbono.

Intensidade de carbono: emissões de carbono de um grupo, indivíduo, empresa ou país por $ milhões de vendas.

Carbono negativo: uma empresa cuja atividade remove mais emissões de carbono da atmosfera do que adiciona é carbono negativo.

Carbono neutro: alcançar emissões líquidas zero de carbono, equilibrando as emissões existentes com as compensações de carbono. Ao contrário do “zero líquido”, a neutralidade do carbono é frequentemente (mas nem sempre) validada ou certificada por terceiros. O uso desses termos varia de acordo com a região.

Compensação de carbono: compensar as suas emissões totais de carbono por meio do financiamento de atividades negativas de carbono em outros locais. As empresas frequentemente compensam suas emissões existentes investindo em projetos como o plantio de árvores.

Precificação de carbono: atribuir um custo à emissão de CO2  na atmosfera, geralmente sob a forma de uma taxa por tonelada de CO2  emitida, ou limitar o total de emissões que as empresas podem produzir e emitir licenças de emissão. A imposição de um custo econômico para as emissões é amplamente considerada como a forma mais eficiente de incentivar os poluidores a reduzirem o que liberam para a atmosfera.

Carbon Value-at-Risk (VaR): um modelo desenvolvido pela Schroders para medir como a precificação do carbono pode afetar os lucros de uma empresa. Estima o impacto no lucro das empresas do aumento dos preços do carbono para US$ 100 por tonelada.

Projeto de Divulgação de Carbono (PDC): o PDC opera um sistema de divulgação global para investidores, empresas, cidades, estados e regiões para que possam gerenciar seus impactos ambientais. Como signatários do PDC, temos acesso à sua extensa pesquisa e banco de dados sobre mudanças climáticas, água e silvicultura. Também respondemos seu questionário de mudanças climáticas anualmente. 

Economia circular: uma economia na qual não há desperdício porque os recursos nunca são descartados – eles são continuamente reciclados ou reutilizados.

Tecnologia limpa: uma gama de produtos, serviços e processos que reduzem o uso de recursos naturais, reduzem ou eliminam emissões e resíduos e melhoram a sustentabilidade ambiental. Turbinas eólicas e veículos elétricos são dois exemplos.

Ação do clima 100+ (CA 100+): somos signatários fundadores do CA100+, um projeto de envolvimento colaborativo de cinco anos para envolver mais de 100 dos maiores emissores de gases de efeito estufa corporativos do mundo a fim de melhorar a governança sobre mudanças climáticas, reduzir as emissões de acordo com um cenário de 2°C e fortalecer as divulgações financeiras relacionadas ao clima, de acordo com as recomendações da TCFD.

Painel do Progresso Climático: ferramenta proprietária da Schroders que acompanha os progressos feitos para limitar o aumento das temperaturas globais a 2°C. O painel inclui 12 indicadores objetivos, desde a ação política até preços do carbono e à utilização de combustíveis fósseis, e aponta atualmente para uma subida mais próxima dos 4°C. As informações podem ajudar os investidores a entender a escala de mudança necessária e a identificar áreas de risco e oportunidades de investimento.

Mudanças Climáticas: natureza mutável do nosso clima global, como o aquecimento das temperaturas e o aumento do nível do mar, como resultado tanto dos padrões climáticos naturais quanto da atividade humana. Não deve ser confundido com o aquecimento global, que se concentra apenas no aumento das temperaturas devido à atividade humana.

Neutro em relação ao clima: atingir emissões totais zero de todos os gases de efeito estufa, como metano e óxido nitroso, não apenas dióxido de carbono. Uma vez que os compromissos de neutralidade de carbono se tornem comuns, esperamos que os compromissos se tornem mais rigorosos ao progredir em direção à neutralidade climática.

Engajamento coletivo ou colaborativo: trabalhar em conjunto com outros acionistas institucionais para influenciar a gestão da empresa e efetuar mudanças positivas. O envolvimento coletivo pode envolver a reunião de empresas em conjunto com outros acionistas, por meio de organizações associativas ou outros grupos mais informais. A ação climática 100+ é um exemplo.

CONTEXT: uma ferramenta proprietária que fornece uma abordagem estruturada para analisar o relacionamento de uma empresa com seus stakeholders e a sustentabilidade de seu modelo de negócios. Impulsionado por mais de 250 métricas de mais de 75 fontes de dados, ele fornece informações claras e objetivas sobre como as empresas estão gerenciando problemas materiais de ESG e gera insights mais profundos para os investidores.

Conferência das Partes (COP): é o mais alto órgão decisório da Convenção do escopo das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que se reúne anualmente para implementar a Convenção. O objetivo da Convenção é estabilizar os gases de efeito estufa em um nível aceitável. O Acordo de Paris nasceu na COP21.

Controvérsias corporativas: quando uma empresa ou seus representantes se comportam de forma imprópria, antiética ou negligente que impacta negativamente os stakeholders (por exemplo, causando um acidente grave ou violação dos direitos humanos), resultando em danos à reputação e, em alguns casos, no colapso completo da empresa.

Governança corporativa: uma estrutura de supervisão que foi inicialmente projetada para garantir que a gestão da empresa agisse no melhor interesse dos acionistas. Nos últimos anos, tem havido um reconhecimento mais amplo do valor ao se considerar todos os stakeholders.

Responsabilidade corporativa: responsabilidade de uma empresa em operar seus negócios de forma a impactar positivamente, ou pelo menos não impactar negativamente o meio ambiente ou a sociedade. Por exemplo, a Schroders se comprometeu a usar 100% de eletricidade renovável até 2025 e oferece 15 horas de licença voluntária remunerada aos seus funcionários todos os anos.

Corrupção: atividades desonestas e, às vezes, ilegais, incluindo suborno e fraude, que podem ter um impacto devastador sobre uma empresa e suas partes interessadas.

Descarbonização: o processo de reduzir as emissões de carbono de uma companhia, uma indústria ou de um país. A descarbonização é um componente crítico da transição do mundo para uma economia de baixa utilização de carbono.

Diálogo: comunicação com as empresas investidas para saber mais sobre suas práticas de sustentabilidade e como elas estão preparadas para o mundo em mudança.

Diversidade e inclusão: a diversidade refere-se às diferenças que as pessoas têm em termos de sexo, idade, etnia, orientação sexual, deficiência, religião, crenças ou outras características. A inclusão tem a ver com abraçar e promover a diversidade, abordar a desigualdade e garantir que as pessoas se sintam valorizadas e respeitadas, independentemente da sua origem ou crenças.

Desinvestimento: a venda de um investimento. O desinvestimento pode ocorrer quando a empresa investida falha consistentemente em atender às expectativas dos investidores, muitas vezes após tentativas de se envolver com a empresa. O desinvestimento também pode ser usado para atingir objetivos sociais ou políticos. Por exemplo, os investidores venderam ativos sul-africanos durante a era do apartheid em protesto contra o regime.

Engajamento: que é mais do que apenas uma reunião com a administração da empresa, é uma oportunidade de obter insights sobre a abordagem de sustentabilidade de uma empresa. Também nos dá a oportunidade de compartilhar nossas expectativas sobre o comportamento corporativo e influenciar as interações da empresa com seus stakeholders, garantindo que as empresas em que investimos estejam tratando seus funcionários, clientes e comunidades de forma responsável.

Fatores ambientais: este é o "E" do termo "ESG" (ambiental, social e governança) e diz respeito a questões relacionadas à poluição, mudanças climáticas, uso de energia, uso de recursos naturais, gestão de resíduos, biodiversidade e outros desafios e oportunidades ambientais.

Investimento ético: também conhecido como "investimento baseado em valores".

ESG: questões ambientais, sociais e de governança.

Integração de ESG: uma abordagem de investimento que incorpore considerações de ESG na decisão do investimento ao lado da análise financeira tradicional. Compreender os fatores ESG mais significativos aos quais um investimento está exposto e garantir que você seja compensado por quaisquer riscos associados.

Classificações de fundos ESG: uma classificação, mais comumente fornecida por provedores comerciais terceirizados como MSCI e Morningstar, que analisa as participações subjacentes de um fundo e pontua seu risco ESG geral com base em métricas específicas. A escolha das métricas e a classificação resultante variam entre diferentes provedores.

Índices ESG: os índices acompanham tradicionalmente o desempenho de uma cesta de títulos ou ações, como o FTSE 100. Um número crescente de índices acompanha os investimentos através da triagem de certas indústrias ou, mais recentemente, avaliando quais empresas se qualificam com base em medidas ESG. Os índices FTSE4Good, por exemplo, excluem empresas que não atendem a critérios ESG específicos.

Acordo Verde da UE: um quadro de políticas e um pacote de medidas que visam tornar a Europa neutra em termos de clima até 2050, impulsionar a economia através de tecnologias verdes, criar indústrias e transportes sustentáveis e reduzir a poluição.

Combustíveis fósseis: uma fonte de energia natural e não renovável, como carvão, petróleo e gás. Estes são naturalmente ricos em carbono  e acredita-se que os gases liberados pela queima desses combustíveis (como o dióxido de carbono) sejam a principal causa das mudanças climáticas.

Disparidade salarial entre os sexos: uma medida de igualdade de gênero que mostra a diferença de renda média ou mediana entre homens e mulheres.

Fatores de governança: ver “governança corporativa”. Este é o "G" em "ESG" e é sobre avaliar o quão bem uma empresa é administrada. Os fatores de governança incluem remuneração, estrutura do conselho e estratégia corporativa.

Título verde: títulos dos quais as receitas são utilizadas pela empresa emitente ou pelo governo especificamente para financiar projetos novos e existentes com benefícios ambientais, como projetos de energias renováveis e de eficiência energética.

Gases de efeito estufa (GEE): dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e gases fluorados. Estes gases prendem o calor perto da superfície da terra e são uma causa chave da mudança climática.

Greenwashing: comunicar falsamente as credenciais ambientais de um produto, serviço ou organização, a fim de fazer uma empresa parecer mais ecológica do que realmente é.

Gestão do capital humano: a gestão do capital humano refere-se às pessoas que trabalham dentro das operações diretas de uma empresa e inclui as práticas para recrutar, reter e desenvolver o capital humano. 

Direitos humanos: direitos fundamentais que pertencem a todos os seres humanos. Incluem o direito à vida, à liberdade, à liberdade da escravidão e da tortura e à liberdade de opinião e de expressão. A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos é amplamente reconhecida como uma referência destas normas básicas.

Investimento de impacto: investimentos que são feitos com o objetivo principal de alcançar benefícios sociais e ambientais específicos e positivos, ao mesmo tempo em que proporcionam um retorno financeiro. Os investimentos de impacto criam uma ligação direta entre o investimento de carteira e as atividades socialmente benéficas e, historicamente, a maior parte dessas atividades ocorreram em ativos não listados. Não deve ser confundido com a medição de impacto (ver abaixo).

ImpactIQ: ImpactIQ, nosso conjunto de ferramentas premiadas que mede o impacto que as empresas têm na sociedade e no meio ambiente. Desenvolvemos essas ferramentas com base em mais de 20 anos de experiência de investimento em ESG. Usado como parte do nosso processo de investimento, o ImpactIQ examina as externalidades das empresas, os riscos que as práticas insustentáveis representam para os seus negócios, bem como seu alinhamento geral com os ODS da ONU (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

Medição de impacto: a medição de como as atividades das empresas afetam o mundo de forma positiva e negativa. A Schroders desenvolveu a SustainEx para esse fim (consulte a definição da SustainEx).

Relatórios integrados: relatórios da empresa que articulam a relação entre a estratégia, a governança e o desempenho de uma empresa e como isso criam valor para uma série de stakeholders. O framework estabelecido pelo Conselho Internacional de Reporte Integrado é amplamente reconhecido como a norma fundamental neste domínio.

Painel Intergovernmental sobre Alterações climáticas (PIAC): é a Organização das Nações Unidas de avaliação das ciências relacionadas com as alterações climáticas.

Economia de baixo carbono: uma economia que emite o mínimo de carbono na atmosfera. Normalmente, isso significa usar fontes de energia de baixo carbono em vez de combustíveis fósseis. 

Micro-finanças: serviços financeiros tipicamente oferecidos a pessoas tradicionalmente excluídas do setor bancário formal, como empresários, proprietários de pequenas empresas, desempregados ou grupos ou indivíduos de baixa renda.

Escravidão moderna: embora não exista uma definição padrão, a escravidão moderna pode ser amplamente considerada como a exploração de pessoas que são coagidas a uma atividade por alguém que as controla. Pode assumir muitas formas, incluindo o trabalho forçado ou escravo, o tráfico de seres humanos ou o trabalho infantil.

Capital natural: o termo é usado para descrever elementos da natureza que fornecem benefícios importantes chamados "serviços ecossistêmicos". Estes incluem o sequestro ou remoção de CO2, proteção contra a erosão do solo e risco de inundações, habitats para a vida selvagem, polinização e espaços para recreação e bem-estar.

Aliança de Investimento de Capital Natural (ANCN): uma iniciativa da Iniciativa Mercados Sustentáveis que visa acelerar o desenvolvimento do capital natural como um tema importante de investimento. A aliança envolverá a indústria de gestão de investimentos para mobilizar capital privado de forma eficiente e eficaz para oportunidades de capital natural, com planos de mobilizar mais de US$ 10 bilhões até 2022.

Zero líquido: consulte “carbono neutro”. Ao contrário de “carbono neutro”, empresas ou países que se autodenominam “zero líquido” geralmente não tiveram isso validado ou certificado por terceiros. O uso de "carbono neutro" e "zero líquido" pode variar de acordo com a região. Não deve ser confundido com “carbono zero”.

Net Zero Asset Managers (NZAM): Somos membros fundadores do NZAM, um grupo internacional de gestores de ativos comprometidos em apoiar a meta de emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050 ou antes, em linha com os esforços globais para limitar o aquecimento a 1,5ºC e em apoiar o investimento alinhado com as emissões líquidas zero até 2050 ou antes.

Over-boarding: quando um membro do conselho assume muitas funções, dificultando sua capacidade de distribuir adequadamente seu tempo e cumprir suas responsabilidades com cada conselho de forma eficaz.

Acordo de Paris: um compromisso global, acordado em 2015 na COP 21 em Paris, para limitar o aumento da temperatura média global a menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais. Veja também “2 graus”.

Riscos físicos da mudança climática: risco representado pelos eventos climáticos nos ativos físicos de uma empresa, como suprimentos e equipamentos, sua cadeia de suprimentos, operações, mercados e costumes. A estrutura de risco físico da Schroders calcula o que as empresas teriam que pagar para proteger seus ativos físicos contra os perigos causados pelo aumento das temperaturas globais e pela interrupção do clima.

Votação por procuração: quando um acionista delega seu voto a outro que vota em seu nome nas assembleias da empresa. Isto permite ao acionista exercer o seu direito de voto sem estar fisicamente presente. A maioria dos investidores institucionais vota por procuração online, via telefone ou e-mail, muitas vezes com a ajuda de terceiros para processar as instruções de votação.

Energias renováveis: energia recolhida a partir de recursos naturalmente reabastecidos, como a luz solar, o vento, a água e o calor geotérmico.

Investimento responsável: abordagem de investimento que considera os riscos e oportunidades ESG como parte do processo de investimento e usa o engajamento e a votação para gerar retornos financeiros sustentáveis de longo prazo. Ver também investimento sustentável.

Iniciativa de Metas com base Científica: a iniciativa Metas com base Científica define e promove as melhores práticas na definição de metas baseadas na ciência. Oferecendo uma gama de recursos de definição de metas e orientação, a iniciativa independentemente avalia e aprova as metas das empresas de acordo com seus critérios.

Metas baseadas na ciência: os alvos da redução das emissões do carbono que são consistentes com os dados científicos mais recentes sobre o clima define o que é necessário para manter o aquecimento global bem abaixo de 2°C dos níveis pre-industriais.

Emissões de Escopo 1: emissões diretas provenientes de fontes de propriedade ou controladas pelo emissor, como emissões de veículos da empresa.

Emissões de Escopo 2: emissões indiretas de fontes de propriedade ou controladas pelo emissor, como emissões da eletricidade usada no escritório de uma empresa.

Emissões de Escopo 3: emissões indiretas de fontes não pertencentes ou controladas pelo emissor, mas que impactam indiretamente a cadeia de suprimentos do emissor, como emissões de funcionários de uma empresa que se deslocam para o trabalho.

Triagem: abordagem de investimento que filtra as empresas com base em critérios predefinidos antes do investimento. A avaliação negativa exclui deliberadamente certas empresas por causa de seu envolvimento em atividades ou setores indesejáveis. A avaliação positiva inclui deliberadamente empresas que lideram entre seus pares em termos de práticas e desempenho de sustentabilidade). A triagem positiva também é conhecida como um "melhor investimento da categoria".

Ativismo dos acionistas: uma forma de envolvimento em que os investidores utilizam os seus direitos como acionistas para promover a mudança numa empresa, normalmente em nível transformacional.

Resolução de acionista: uma proposta apresentada por um acionista para consideração na assembleia geral de uma empresa, solicitando que a empresa tome medidas específicas.

Bloqueio de ações: quando são impostas restrições à negociação de ações que devem ser votadas antes de uma assembleia geral anual.

Ações Sin: investimentos associados a atividades consideradas “antiéticas” ou “imorais” de acordo com os valores ou crenças pessoais de um investidor. As atividades podem incluir tabaco, álcool, jogos de azar e entretenimento para adultos.

Títulos sociais: títulos nos quais as receitas são utilizadas pela empresa emitente ou pelo governo especificamente para financiar projetos novos e existentes com benefícios sociais, como cuidados de saúde e habitação a preços acessíveis.

Fatores sociais: é o “S” de “ESG”. As questões sociais se relacionam a como uma empresa interage com as comunidades em que opera, seus fornecedores, funcionários, clientes, comunidades, governos e reguladores. Elas incluem, por exemplo, normas laborais, saúde e segurança, gestão da cadeia de abastecimento e nutrição e obesidade.

Stakeholder: um grupo, entidade ou indivíduo afetado pela atividade de uma empresa ou país. Os acionistas foram historicamente os stakeholders prioritários. Mais recentemente, no entanto, empresas e investidores estão percebendo a importância de suas relações com funcionários, fornecedores, clientes, meio ambiente, comunidades e os governos e reguladores com os quais lida.

Stewardship: influenciar ativamente a alocação, gestão e supervisão responsáveis do capital de uma investida de forma a criar valor sustentável a longo prazo. Ver também “propriedade ativa”.

Códigos de stewardship: um conjunto de padrões que ajudam a definir as expectativas de administração e as melhores práticas para gestores e proprietários de ativos. Estes códigos são estabelecidos por país.

Ativos retidos: ativos que já existem, mas correm o risco de ser “retidos” ou incapazes de entregar um retorno a longo prazo. Os combustíveis fósseis são os ativos retidos mais conhecidos.

Sustentabilidade:  capacidade de se adaptar à mudança de pressões e responsabilidades, a fim de sobreviver e agregar valor a longo prazo. Essa capacidade está fortemente ligada a uma empresa ou país que mantém fortes relações com seus stakeholders.

Fatores de sustentabilidade: qualquer fator que possa afetar o valor de um investimento no longo prazo. Isso inclui fatores ESG.

Risco de sustentabilidade: uma mudança ou evento em qualquer fator que possa ter um impacto negativo no valor de longo prazo de um investimento. Isso inclui fatores ESG.

Conselho de Normas Contábeis de Sustentabilidade (SASB): organização sem fins lucrativos que começou em 2011 para estabelecer padrões de sustentabilidade que são usados em todo o mundo. O SASB é bem conhecido por seu mapa de materialidade.

Investimento sustentável: embora o investimento sustentável envolva a integração ESG, ele vai além, concentrando-se nas empresas mais sustentáveis que lideram seu setor quando se trata de práticas ESG. Tanto a integração ESG quanto as abordagens de investimento sustentável demandam o envolvimento com a administração da empresa para garantir que ela esteja sendo executada da melhor maneira possível.

SustainEx: ferramenta de medição de impacto proprietária da Schroders. A SustainEx quantifica os impactos positivos e negativos que as empresas têm no meio ambiente e na sociedade. Ajuda os analistas, gestores de fundos e clientes da Schroders a medir e gerir os impactos e riscos sociais e ambientais de forma mais eficaz.

Grupo de Trabalho para a Divulgação de Informações sobre a Exposição Financeira às Alterações Climáticas (TCFD): o TCFD é um padrão para divulgações focadas no clima que visa criar relatórios consistentes e comparáveis de riscos relacionados ao clima. O TCFD é amplamente utilizado por empresas, bancos e investidores.

ThemEx: O ThemEx (em desenvolvimento) tem como objetivo medir, para a própria empresa, como seu mix de produtos/produtos está alinhado positiva ou negativamente a cada Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A medição permite que as nossas equipes de investimento entendam e acompanhem o alinhamento de seus portfólios a um ou vários temas de ODS, além de permitir relatórios aos clientes, facilitando assim a aderência às nossas obrigações de reporte nos termos do Artigo 9 da SFDR.

Investimento temático: investir em empresas que se alinham a um determinado tema de investimento, como energia renovável, gestão de resíduos e água, educação ou inovação em saúde.

Risco de transição: riscos financeiros que podem resultar de mudanças significativas de políticas, legais, tecnológicas e de mercado à medida que fazemos a transição para uma economia global de baixo carbono e um futuro resiliente ao clima.  

Três pilares contábeis: uma abordagem contábil que considera os impactos sociais (pessoas) e ambientais (planeta) de uma empresa, além de seus resultados (lucros) para entender o custo total de fazer negócios.

Iniciativa "Global Compact" das Nações Unidas: pacto voluntário das Nações Unidas para promover o empreendimento responsável por meio de seus dez princípios universalmente aceitos e incentivar ações para avançar em objetivos sociais mais amplos, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Princípios da ONU para Investimento Responsável (PRI): conjunto de seis princípios sob os quais os proprietários e gestores de ativos se comprometem voluntariamente a incorporar questões ESG em seus processos de investimento, propriedade ativa e relatórios e promover o investimento responsável em todo o setor.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: coleção de 17 metas que refletem os maiores desafios que as sociedades, ambientes e economias globais enfrentam atualmente. As Nações Unidas descrevem os ODS como um “plano para alcançar um futuro melhor e mais sustentável para todos”.

Votação: os investidores em ações públicas têm normalmente o direito de votar em resoluções de empresas e acionistas em assembleias gerais anuais e extraordinárias (AGM e EGM) sobre questões como a eleição de diretores, autorização de remuneração ou pedidos para que a empresa defina metas de emissões.

Voto contra a gestão: os acionistas podem votar "a favor" ou "contra" propostas. Os acionistas cujos votos não se alinham com o resultado preferido pela administração seriam classificados como um voto contra a administração.

Carbono zero: uma empresa cujas emissões são zero, não alcançadas através da compensação de carbono, mas simplesmente porque não geram quaisquer emissões de carbono. Não deve ser confundido com “o carbono líquido zero”.