Crescimento deve abrandar com da intensificação dos conflitos comerciais Setembro 2018
Pelo segundo trimestre consecutivo, revimos em baixa as nossas expectativas de crescimento global. Grande parte deste abrandamento pode ser atribuído ao efeito das guerras comerciais.

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Pelo segundo trimestre consecutivo, revimos em baixa as nossas expectativas de crescimento global e prevemos um crescimento mais lento, tanto em 2018 como em 2019. Grande parte deste abrandamento pode ser atribuído ao efeito das guerras comerciais.
Deceção na Europa e no Japão
Duas das economias mundiais mais orientadas para as exportações, a Europa e o Japão, apresentaram dados dececionantes para o crescimento no primeiro semestre do ano, sendo de assinalar o crescimento mais fraco das exportações no meio da intensificação dos conflitos comerciais. Embora a procura interna se mantenha firme na Europa, não é o suficiente para compensar o lento desempenho externo. As perspetivas de uma reviravolta no crescimento das exportações parecem sombrias, com a diminuição de novas encomendas.
Por conseguinte, vemos um crescimento mais lento na Europa e no Japão que deverá ter um efeito negativo no crescimento mundial.
Apesar das perspetivas desafiantes para o crescimento, nenhum dos bancos centrais deverá alterar a sua política de restritividade gradual. Na Europa, antecipamos o fim dos estímulos quantitativos até ao fim do quarto trimestre deste ano e dois aumentos das taxas de juros em 2019, colocando um ponto final numa era de taxas negativas na zona euro.
O Banco do Japão (BdJ) não deverá proceder a mais movimentos de taxas de juro durante o período coberto pelas previsões. Embora esperemos que o banco acabe por adotar medidas restritivas, achamos que isto irá ocorrer fora do horizonte das nossas previsões devido a uma inflação reduzida e a uma margem demasiado estreita para proceder ao aumento do imposto sobre o consumo, no quarto trimestre do próximo ano.
Abrandamento na China
Na China, o crescimento desacelerou recentemente e, de acordo com os nossos monitores de atividade interna, esta tendência deverá manter-se até o fim do ano. De momento, os dados comerciais mais fortes são favoráveis, mas antevemos que isto se dissipe com a imposição de direitos alfandegários; um aprovisionamento em antecipação às tarifas aduaneiras sobre os produtos agrícolas foi evidente no início do ano e prevemos que algo semelhante esteja a ocorrer agora.
Esta desaceleração no crescimento deverá trazer uma medida de política monetária acomodatícia, incluindo um estímulo do banco central. Será, porém, preciso tempo para que uma alteração na política se traduza em crescimento. Será necessário maior apoio no próximo ano, quando a intensificação da guerra comercial começar realmente a fazer-se sentir. Revemos em baixa as nossas expectativas de crescimento de modo a refletir o impacto esperado dos direitos alfandegários e das tensões comerciais nas exportações e no investimento.
Reino Unido afetado
O enfraquecimento do comércio líquido está, também, por detrás da nossa previsão mais baixa para o Reino Unido. De facto, parece que as vendas finais (que excluem inventários) estão numa recessão técnica, após uma contração em dois trimestres consecutivos. Por conseguinte, fomos forçados a rever em baixa o crescimento para 2018 e 2019, uma vez que esperamos que a economia continue a enfrentar dificuldades após o Brexit. No que respeita à política monetária, tendo aumentado recentemente as taxas de juro, o Banco de Inglaterra deverá manter-se em espera até ao fim do Brexit, em 2019.
Prevê-se uma longa guerra comercial
Prevemos agora uma guerra comercial mais profunda e prolongada entre os EUA e a China. Esta deverá persistir para além das eleições intercalares nos EUA e deverá resultar na imposição de direitos alfandegários a todos os bens negociados entre as duas nações, com a China a aplicar, também, barreiras não tarifárias às empresas dos EUA. Os recentes comentários de ambos os lados sugerem que este caso se irá arrastar. O comércio global, as despesas de investimento e, por conseguinte, o crescimento global deverá sofrer com a incerteza criada.
*Mercados desenvolvidos: Austrália, Canadá, Dinamarca, zona euro, Israel, Japão, Nova Zelândia, Singapura, Suécia, Suíça, Reino Unido e EUA.
**Mercados emergentes: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, China, Índia, Malásia, Filipinas, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia, África do Sul, Rússia, República Checa, Hungria, Polónia, Roménia, Turquia, Bulgária, Croácia, Letónia, Lituânia. Os BRIC representam o Brasil, a Rússia, a Índia e a China.
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