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Schroders Equity Lens: seu novo guia para os mercados globais de ações


Apesar de registrar a pior queda na atividade econômica desde a Grande Depressão, o ano de 2020 acabou sendo muito positivo para os mercados financeiros. Então, o que está impulsionando os preços das ações? Eles estão caros ou baratos atualmente? E quais regiões e setores estão preparados para ter um bom desempenho a seguir?

Estas são algumas das perguntas que pretendemos responder regularmente em nossa nova publicação trimestral: a “Schroders Equity Lens”, uma compilação das principais tendências em ações globais, ilustradas por gráficos instigantes. Clique aqui para baixar a sua cópia.

Abaixo, há um resumo da análise da edição inaugural.

1. O desempenho dos mercados de ações nos EUA foi impulsionado pelas “big techs”

O índice MSCI All-Country World $ teve um retorno de 16,8% em 2020, liderado pelo mercado dos EUA, que cresceu 21,4%. O desempenho superior dos EUA foi fortemente atribuído à crescente concentração do índice e à alta nas ações das “big techs” Facebook, Amazon, Microsoft, Apple e Google (Alphabet). Calculamos que, sem a contribuição destas companhias, os mercados de ações dos EUA teriam avançado apenas 13,9% em 2020, atrás dos mercados emergentes (+ 18,7%) e do Japão (+ 14,9%). Isso é ilustrado no primeiro gráfico abaixo.

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2. Desempenho dos emergentes impulsionado por pequeno grupo de países

A concentração não é exclusiva dos EUA, mas também se estende ao universo dos mercados emergentes. Apenas sete dos 27 países do Índice MSCI EM apresentaram retornos positivos em 2020, destacando como a alta dos mercados emergentes foi restrita. Os mercados de destaque incluem Coreia do Sul (+ 42,7%), Taiwan (+ 42,0%) e China (+ 29,7%). A resposta eficaz desses países para conter a Covid-19 ajudou suas economias a retornar a um grau de normalidade comparativamente melhor do que o resto do mundo, elevando os preços de suas ações no processo.

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3. Os setores mais abalados se recuperaram com força após as mínimas da pandemia

Muitos dos setores que sofreram grandes perdas no início do ano tiveram uma recuperação significativa. Combinado com o otimismo do mercado em relação a uma vacina contra a Covid-19, o extraordinário estímulo monetário bombeado pelos bancos centrais em todo o mundo sustentou grande parte da recuperação.

Por exemplo, foi de 37,5% a perda total, da máxima para a mínima, das ações globais relacionadas a matérias-primas (por exemplo, empresas químicas e produtores de aço). No entanto, elas fecharam 2020 com alta total de 94,0% em relação à mínima do ano. Da mesma forma, as ações globais de energia sofreram uma queda de 57,6%, mas se recuperaram em 67,3% em relação à mínima registrada.

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4. A confiança dos profissionais do mercado está crescendo cada vez mais 

A economia global virou a página? Os profissionais do mercado parecem pensar que sim. Desde meados do ano passado, eles se tornaram cada vez mais otimistas em relação às perspectivas de lucros corporativos para o próximo ano. Podemos inferir isso a partir da razão entre as revisões positivas e negativas para os balanços corporativos futuros daqui 12 meses, conforme mostrado no gráfico abaixo. Um índice acima de 1 sinaliza que as revisões positivas de projeções excedem as negativas.

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Por exemplo, para o mês de dezembro, os EUA lideraram o grupo, com mais de duas vezes mais melhoras do que piora nas projeções. A confiança também se reflete nas ações japonesas e emergentes, que registraram 50-70% mais melhoras nas previsões do que pioras. Enquanto isso, as ações europeias ficaram significativamente atrás, com apenas 13% mais revisões positivas que negativas, enquanto os analistas que cobrem o Reino Unido foram relativamente neutros. 

Leia o relatório completo

Schroders Equity Lens - Janeiro 2021

37 páginas | 1.181 kb